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Nelson Ayres |
foto: Dani Gurgel |
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Apesar de sua postura sempre discreta, o pianista, arranjador e compositor Nelson Ayres é amplamente reconhecido como umas das personalidades mais importantes da musica instrumental brasileira contemporânea, um constante inovador. Iniciou sua carreira na década de 60, dividindo o palco com outros estudantes que traziam para São Paulo o nascente movimento da bossa nova, como Taiguara, Toquinho e Chico Buarque. Com uma bolsa de estudos, tornou-se o primeiro aluno brasileiro a cursar o afamado Berklee College of Music em Boston, onde, com o saxofonista Vitor Assis Brasil, criou o quinteto Os Cinco, primeiro grupo de música instrumental brasileira da costa leste americana. Nos Estados Unidos tocou e gravou com Airto Moreira e Flora Purim, Astrud Gilberto no auge de seu sucesso, Ron Carter, Walter Booker e outros músicos de peso. Na volta para o Brasil, foi procurado por músicos profissionais paulistas para transmitir o que havia aprendido em sua temporada americana. O curso informal montado para estes músicos foi a origem da Big Band de Nelson Ayres, que pode ser considerada o principal núcleo de revigoração da musica instrumental paulista da década de 70. Durante oito anos a orquestra se apresentou todas as segundas feiras para platéias lotadas no Auditório Augusta e Opus 2004, e levou musica instrumental para o circuito universitário. Foi também figura de destaque nos dois legendários Festivais de Jazz São Paulo/Montreux, apresentando-se ao lado de Benny Carter, Dizzy Gillespie e Toots Thielemans. A década de 80 foi dedicada ao Pau Brasil, um quinteto que propunha para a musica instrumental brasileira um caminho diferente do jazz-rock predominante na época. Um convite da Radio France para participação no Festival de Jazz de Paris foi o início de diversas tournées pela Europa e Japão, além da gravação de vários discos lançados internacionalmente. Com César Camargo Mariano, estrelou em 1984/85 o espetáculo Prisma, primeiro show brasileiro a usar intensivamente recursos de computação aliados a instrumentos eletrônicos. Na década de 90, Nelson Ayres voltou-se novamente para a música orquestral, atuando por nove anos como regente e diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, sendo o principal responsável por seu enorme sucesso. Tem regido freqüentemente outras orquestras no Brasil e no exterior, incluindo a prestigiosa Orquestra Filarmônica de Israel, considerada uma das melhores do mundo, tendo estado recentemente no Brasil sob a regência de Zubin Mehta. Composições de Nelson Ayres foram gravadas por César Mariano, Milton Nascimento, Herbie Mann, Kenny Kotwick, Joyce, Ivan Lins, e Marlui Miranda, entre outros. Suas composições de musica erudita tem sido executadas por orquestras, solistas e grupos de câmara em todo o mundo, como a Orquestra Sinfônica de Jerusalém, New York Symphonyc Brass Quintet, Henry Bok e Julliard Brass Quintet. Foi comissionada pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, para compor seu Concerto para Percussão e Orquestra, estreado em dezembro de 2001 na Sala São Paulo. A partir de 2000 voltou a dedicar-se ao piano, liderando o NELSON AYRES TRIO, que conta com a participação de ALBERTO LUCCAS, contrabaixo, e RICARDO MOSCA, bateria. Em 2003 lançou o CD, Perto do Coração. A faixa-título, apesar de ser instrumental, ficou entre as três finalistas como "melhor canção" do Prêmio Tim 2004. Seu mais novo trabalho é o TRIO 202, com o violonista ULISSES ROCHA e o acordeonista TONINHO FERRAGUTTI, que estreou em abril de 2007 no prestigioso Jazz Standards, em New York.
TRIO 202 |
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